Grafiteiro homenageia cachorro morto e fica famoso; veja imagens

João Ricardo Vieira Santos, 30, procurava uma inspiração para fazer grafite nas ruas. Resolveu então homenagear Dalila, sua dogue alemã que havia morrido. Começou em muros abandonados, mas os cachorros batizados de LaLaLa Dog ficaram famosos, e João Ricardo passou a receber pedidos para ilustrar paredes de casas e lojas.

Dalila então se multiplicou, ganhou versão Elvis Presley, Amy Winehouse, Batman e muitas outras. Hoje, são 234 grafites espalhados por Mogi das Cruzes, onde João mora, São Paulo, Porto Alegre e outras cidades. Cada grafite custa em torno de R$ 600. Além disso, achar os cachorros espalhados pela cidade também se tornou uma brincadeira entre as crianças. Ganha a competição quem encontrar o maior número de LaLaLa Dogs.

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João Ricardo Vieira Santos fez o seu primeiro Lalala Dog no final de julho de 2013 em Mogi das Cruzes, Grande São Paulo

 

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João Ricardo recebe encomendas para grafitar casas e cada ilustração custa em média R$ 600

 

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Em Mogi das Cruzes, crianças brincam de achar LaLaLa Dogs espalhados pela cidade

 

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Nas ruas, os grafites demoram de três a dez minutos para ficarem prontos

 

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João Ricardo Vieira Santos fez o seu primeiro Lalala Dog no final de julho de 2013 em Mogi das Cruzes, Grande São Paulo

 

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João Ricardo recebe encomendas para grafitar casas e cada ilustração custa em média R$ 600

 

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Em Mogi das Cruzes, crianças brincam de achar LaLaLa Dogs espalhados pela cidade

 

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João com a homenageada, Dalila

História

João Ricardo fez o primeiro esboço LaLaLa na parede de sua casa, antes de tomar coragem para dar vida ao cachorrinho em alguma parede abandonada da cidade, o que aconteceu no final de julho de 2013. Ele leva de três a dez minutos para fazer um grafite. Se o espaço permitir, os desenhos chegam a medir dois metros de altura.

Segundo João, as crianças formam boa parte do público que aprecia seu trabalho. “Acho que o traço simples e as cores fazem com que elas associem a criação a um personagem de desenho animado”, conta. E completa: “Elas também ficam apegadas à história da Dalila.”

Ele se surpreende com o sucesso. Já grafitou, por exemplo, o portão de uma casa onde mora um dos fãs mirins do LaLaLa. A mãe do garoto, que segundo ele, tem cinco ou seis anos, resolveu contratar João porque o filho chorava para sair de casa e encontrar um LaLaLa na rua. “O menino escolheu o tema ‘Transformers’ e quando eu acabei ele abraçou o portão de ferro e gritou para quem passava na rua: ‘Esse aqui é meu, viu?!'”, conta.

Para grafitar, é preciso autorização do dono do local; caso contrário, é ilegal. Em casas, o grafiteiro diz só trabalhar com autorização. Mas também pinta muros e tapumes de locais abandonados, dos quais não sabe quem são os donos.

João já foi abordado pela polícia. Parou o que estava fazendo e foi embora. “A polícia não vê como vandalismo, porque eu faço tudo de dia, minha postura é de artista de rua”, afirma. Mas sabe que está sujeito a denúncias de pessoas que passam nas ruas e o veem grafitando.

Em escolas, o trabalho se transforma em aula. Certa vez, chegou para grafitar o muro de uma escola e 200 alunos formavam uma plateia para vê-lo.

Em outra ocasião, em um ateliê e com uma turma menor de crianças, fez o contorno de vários LaLaLa na parede e ensinou cada uma a usar o spray para elas mesmas pintarem os cachorros. “Algumas não tinham nem força, mas usavam as duas mãos para apertar o spray.”

“É muito bom ver as crianças satisfeitas com algo que antes tinha significado só para mim”, afirma. “Por enquanto, tem sido tão prazeroso grafitar o LaLaLa que estou totalmente focado nisso.”

Na exposição que começa amanhã, serão exibidos dez quadros, que João fez ao mesmo tempo em que começava a grafitar nas ruas. Os quadros, apesar de menores, tem mais detalhes.

Dalila deve estar contente com tantas homenagens.

Fonte: http://goo.gl/1ZWUQl

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