Nutrição de Filhotes

Entre as espécies animais, os cães são aqueles que apresentam maior variação no peso adulto face às diferentes raças (miniaturas até raças gigantes), sendo as necessidades proteica e energética dos filhotes superiores às de cães adultos.

O teor de energia é em torno de 50% maior em filhotes, e a proteína, cerca de duas vezes mais do que em animais adultos, sendo que deve-se prover pelo menos 25% da energia com base em uma proteína de qualidade (MCGINNIS, 1991; POFFENBARGER et al, 1990).

É indispensável que a dieta oferecida aos filhotes apresente níveis ideais de aminoácidos essenciais (arginina, histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilanina, treonina, triptofano e valina), pois são responsáveis por seu desenvolvimento, buscando sustentação à formação de novos tecidos, principalmente o muscular, e também aporte suficiente de nitrogênio para a síntese endógena dos aminoácidos não essenciais e outros compostos dependentes desse elemento químico (JOHNSON, 1993).

A Proteína Ideal é um conceito proposto por Mitchell (1964) para otimizar a utilização da proteína da dieta (relação entre retenção e consumo de proteína) e minimizar a excreção de nitrogênio. Estabeleceu-se que é uma mistura de aminoácidos ou proteínas com completa disponibilidade na digestão e no metabolismo e cuja composição deve ser idêntica às exigências do animal.

Já as vitaminas são moléculas orgânicas que funcionam como catalisadores para a maioria das respostas metabólicas exigidas pelo organismo e são de extrema importância na dieta dos animais. Enfatizam-se a maior demanda e necessidades de suplementação de vitaminas lipossolúveis, face ao tipo de dieta e preferência alimentar. Carnívoros têm grande demanda de vitamina A e vitamina E, que exercem ação biocatalisadora e antioxidante dos diferentes sistemas biológicos, permitindo uma resposta metabólica rápida com menor gasto energético. Em avitaminoses, falhas funcionais levam esses animais a uma maior suscetibilidade a doenças e à queda de imunidade com aparecimento de distúrbios na pelagem e na visão.

Os minerais também são fundamentais na dieta de filhotes, como por exemplo o zinco, o qual está envolvido na atividade de mais de 300 enzimas (McCALL, 2000). O ferro encontra-se concentrado na hemoglobina e 30% encontra-se no fígado, baço e medula óssea. Tanto o excesso como a deficiência de ferro podem causar problemas no organismo.

As leveduras não são habitantes normais do aparelho digestório; recentemente algumas cepas passaram a ser incorporadas na alimentação animal como fonte direta de proteína, geralmente a partir de resíduos de fermentados industriais ou então como probiotico a partir da ingestão direta de células viáveis que estimulam a microbiota intestinal, garantindo a saúde intestinal. Na alimentação de animais, encontramos leveduras do gênero Saccharomyces cerevisiae, os quais são fungos unicelulares na forma de células alongadas ou ovaladas.

Já a utilização de carboidratos não digestíveis como parede celular de plantas e leveduras, classificados como complexos de glicomananoproteínas e em particular os mananoligossacarídeos (MOS), são capazes de se ligarem à fímbria das bactérias e inibir a colonização do trato gastrointestinal por micro -organismos patógenos (MARTIN, 1994).

Como vimos anteriormente, filhotes de cachorro requerem vários cuidados especiais e o cuidado com a nutrição desses animais é a base para garantir qualidade de vida e longevidade a esses animais. Independente se é fornecido ao animal uma dieta industrializada ou caseira, o conceito principal é sempre fornecer ao animal nutrientes necessários para atender à necessidade específica de cada animal de forma equilibrada e de qualidade, garantindo um desenvolvimento saudável do filhote associado à longevidade, tendo o cuidado necessário para cada fase da vida.

Fonte: Geração Pet

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