Dicas: como dar remédios para cachorros e gatos

Medicar um animal nem sempre é uma tarefa fácil. Para não traumatizar os bichos (nem você mesmo), siga essas dicas sobre como dar remédios para cachorros e gatos:

Importante: É muito importante entender que comprimidos podem ser repartidos, mas as drágeas e as cápsulas podem perder seu efeito terapêutico ao parti-las ao meio. Por isso, sempre pergunte ao veterinário se é possível partir ou triturar o medicamento para administrar ao animal.

Táticas para comprimidos

Misturar aos alimentos: A melhor maneira é colocar o medicamento inteiro ou em partes em um pedaço de carne ou salsicha. O primeiro pedaço sempre dê sem o remédio, isso estimula o interesse do animal pelo segundo petisco. No caso dos cachorros, provavelmente ele irá engolir sem ao menos mastigar. Mas para os gatos, que costumam lamber, investigar e cheirar antes de, de fato, ingerir qualquer alimento, essa técnica pode ser frustrada. Caso ele aceite o medicamento, não se esqueça de dar um terceiro pedacinho como recompensa. Mas atenção com essa técnica, pois além do disfarce não ser sempre eficiente, se o animal perceber que está sendo “enganado” e não ingerir todo o alimento, ele receberá uma subdosagem do medicamento.

remédios para cachorros

Diretamente na boca: esse é, sem dúvida, o melhor método, pois você terá a certeza de que ele ingeriu a dose certa. Para imobilizá-lo, coloque seu cão ou gato de costas para você e entre suas pernas. Eleve o focinho, abra bem a boca e coloque o comprimido bem no fundo da boca, para evitar que ele cuspa depois. Feche a boca do animal e massageie levemente a região do pescoço (garganta). Esse movimento estimula o ato de engolir. Quando solta-lo, deixe-o por perto e fique atento se ele não cuspiu o medicamento. Sugerimos também que estimule-o a comer alguma coisa (de preferência um petisco que ele goste) ou até mesmo água, isso ajuda o comprimido a “descer”.

Atenção: No caso de gatos, corte antes as unhas do bichano e, para maior segurança, enrole-o em uma toalha.

Dica1: após medicar seu animal, dê uma recompensa ou algo que ele goste muito para que ele associe o remédio com um momento de prazer.
Dica2: uma boa técnica é passar um pouquinho de margarina no comprimido antes de administrá-lo. Isso facilita a passagem pela garganta.

Táticas para líquidos

Misturar aos alimentos: se o líquido for adocicado, alguns cães aceitarão facilmente, sem qualquer mistura. O método de acrescentar remédios à água ou alimentos, como foi explicado, não é a melhor opção. Normalmente os medicamentos líquidos alteram o sabor da comida e da água, bem mais que os comprimidos. O animal comerá ou beberá parcialmente.

Diretamente na boca: utilize uma seringa sem agulha que comporte toda a dose a ser administrada. Coloque o animal entre as suas pernas, abra a boca dele e vá despejando o líquido, aos poucos, no fundo da língua, sempre mantendo a cabeça dele elevada. Cuspir líquidos é bem mais difícil para o animal do que comprimidos. Se for difícil abrir a boca do seu amigão, posicione a seringa na parte interna da bochecha dele e vá despejando o líquido. Lembre-se de que o focinho deve estar elevado ou o líquido escorrerá para fora da boca. Remédios muito amargos podem ser misturados, excepcionalmente, a líquidos bem adocicados, se o seu animal não tiver diabetes.

remedio para gato

Atenção: é normal que gatos babem ou espumem pela boca logo após a medicação. Não se desespere. É uma reação natural da glândula salivar dessa espécie.

Dica: Quando for administrar o medicamento, tente agir o mais natural possível. Os animais são bastante perceptíveis e se você não quer arriscar ter que tirá-lo de debaixo da cama (ou de cima do telhado, escondido dentro do carro, etc), não deixe que ele perceba suas reais intenções.
Lembre-se sempre de que as dicas acima são um guia para ajudá-lo nessa tarefa, mas é conveniente que você peça ao veterinário uma demonstração de como medicar seu animal.

E nunca (nunca mesmo) medique seu animal por conta própria ou seguindo algum conselho de “entendidos” do assunto que não sejam formados na área. As doses de medicamentos para animais são diferentes das administradas em humanos e, em muitos casos, não podemos medicar nossos bichos com nossos remédios.

Fonte: Geração Pet

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